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De dealer a bicampeão do Sunday Storm: a trajetória de Bruno Paulino e lições valiosas para quem quer viver de poker

Publicado em 04 de outubro de 2026
Bruno PaulinoSunday Stormcarreira no pokerpoker mineiro
De dealer a bicampeão do Sunday Storm: a trajetória de Bruno Paulino e lições valiosas para quem quer viver de poker

A trajetória improvável que inspira o poker brasileiro

O poker é um jogo de histórias. Cada mesa carrega narrativas únicas, mas poucas são tão ricas quanto a de Bruno Paulino, jogador mineiro que construiu uma carreira multifacetada no cenário do poker brasileiro. Em participação no episódio #155 do Poker de Boteco, quadro consagrado do Mundo Poker apresentado por Ytarõ Segabinazzi, Bruno abriu o jogo sobre sua jornada — que começou nos bastidores e alcançou o topo de um dos torneios online mais populares do mundo.

Gravado em Belo Horizonte, no tradicional Automóvel Club, o bate-papo revelou detalhes sobre uma carreira que passou por praticamente todas as funções do poker: dealer, floor manager, diretor de eventos e, finalmente, jogador vencedor. Uma trajetória que oferece lições valiosas tanto para quem sonha em competir nas mesas quanto para quem deseja trabalhar nos bastidores da indústria.

Carreira de Bruno Paulino no poker e lições para jogadores e profissionais da indústria
Fonte: Mundo Poker

Do outro lado da mesa: como trabalhar no poker pode formar um jogador melhor

Bruno Paulino não começou jogando. Seu primeiro contato profissional com o poker foi como dealer — o profissional responsável por distribuir as cartas e conduzir a ação na mesa. Depois, evoluiu para floor manager, função que exige conhecimento profundo das regras e capacidade de resolver conflitos entre jogadores. Por fim, chegou à posição de diretor, coordenando eventos e operações.

Esse percurso, embora pouco glamouroso aos olhos de quem só enxerga o poker pelas lentes dos grandes torneios televisionados, é extremamente formador. Quem já trabalhou nos bastidores do poker sabe que a vivência operacional proporciona uma compreensão do jogo que dificilmente se obtém apenas sentando à mesa.

Carreira de Bruno Paulino no poker e lições para jogadores e profissionais da indústria
Fonte: Mundo Poker

Dicas para quem quer trabalhar na indústria do poker

A história de Bruno mostra que não existe um caminho único no poker. Às vezes, a melhor formação vem de observar milhares de mãos sendo jogadas do outro lado da mesa antes de sentar para competir.

Bicampeão do Sunday Storm: o que esse feito realmente significa

Vencer o Sunday Storm do PokerStars uma vez já é uma conquista notável. Fazê-lo duas vezes beira o extraordinário. Com um buy-in acessível de apenas US$ 11, o torneio atrai fields massivos que frequentemente ultrapassam dezenas de milhares de jogadores. Isso significa que, para chegar ao primeiro lugar, é preciso superar uma quantidade absurda de adversários ao longo de muitas horas de jogo.

O Sunday Storm é considerado um dos torneios mais democráticos do poker online. Ele atrai desde iniciantes que estão dando seus primeiros passos até grinders experientes que utilizam o torneio como parte de sua rotina semanal de volume. Vencer nesse ambiente exige uma combinação de habilidade técnica, resistência mental e, naturalmente, um bom dose de run good nos momentos decisivos.

Mas conquistar o título duas vezes adiciona uma camada de consistência que vai além da sorte. Jogadores que repetem grandes resultados em fields enormes demonstram domínio de fundamentos que se aplicam em qualquer nível do jogo.

O que podemos aprender com vitórias em torneios de field grande

O cenário do poker mineiro: uma cena vibrante e em crescimento

A conversa entre Bruno Paulino e Ytarõ também trouxe à tona a riqueza do poker em Minas Gerais. Bruno conquistou de forma unificada o ranking do MPS e do CMP, dois circuitos que movimentam a cena competitiva no estado. Essa conquista evidencia que o poker mineiro tem uma estrutura competitiva sólida e jogadores de altíssimo nível.

Belo Horizonte, em particular, é um polo importante do poker nacional. A cidade conta com clubes tradicionais, uma comunidade engajada e eventos que atraem jogadores de todo o país. Nomes como Bruno Paulino, Haendel Mourão, Rodrigo Solha, Victor Lucas e Bruno Machala — todos participantes recentes do Poker de Boteco — mostram que a região produz talentos de forma consistente.

Além disso, a atuação de Bruno no Samba Poker Team, já completando três anos, reforça a importância das equipes e patrocínios no desenvolvimento de jogadores. Fazer parte de um time oferece suporte financeiro, exposição e, muitas vezes, acesso a coaching e troca de experiências com outros profissionais — fatores que aceleram a evolução de qualquer jogador.

Poker, amizade e identidade: o lado humano do jogo

Um dos aspectos mais interessantes do Poker de Boteco é justamente sua capacidade de ir além das mãos e dos resultados. No episódio com Bruno Paulino, temas como a amizade com Renan Lara, a paixão pelo Atlético Mineiro — incluindo memórias da histórica Libertadores de 2013 — e até a história cômica de um amigo que deve R$ 250 deram um tom leve e autêntico à conversa.

Esses momentos lembram que o poker, antes de ser um esporte da mente ou uma profissão, é uma atividade social. As melhores histórias do jogo não acontecem apenas quando alguém acerta um blefe épico ou conquista um título. Elas nascem nas conversas de bastidor, nas viagens para eventos, nas rivalidades amigáveis e nos laços que se formam ao redor do feltro.

A menção a Didi, descrito como a figura mais emblemática do poker mineiro, é outro exemplo de como o jogo cria personagens que transcendem os resultados. Toda comunidade de poker tem seus ícones — pessoas que, pela personalidade, constância ou carisma, se tornam parte da identidade daquela cena.

Conclusão: o poker como jornada completa

A história de Bruno Paulino é um lembrete poderoso de que o poker oferece muito mais do que premiações e rankings. É uma jornada que pode começar distribuindo cartas e terminar no topo de um torneio com dezenas de milhares de jogadores. É um universo onde amizades se constroem, comunidades se fortalecem e paixões — sejam pelo jogo ou pelo time do coração — se entrelaçam de forma única.

Para quem está começando, a mensagem é clara: não subestime nenhuma etapa do caminho. Cada experiência no poker, dentro ou fora das mesas, contribui para a formação de um jogador e de um profissional mais completo. E se você ainda não assistiu ao episódio #155 do Poker de Boteco, vale conferir — é daqueles bate-papos que lembram por que nos apaixonamos por esse jogo.

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Fonte original
Poker de Boteco #155: Bruno Paulino fala sobre carreira no poker, bi do Sunday Storm, Samba Poker Team e Atlético Mineiro